Neste Natal, neste dia, só desejaria uma coisa: Estar em casa. Estar com meu avô nervoso de algo não estar pronto a tempo, vendo minha madrinha chegando e deixando o velhinho calmo… Trazendo o pavê e o chester. Morrendo de calor, falando as mesmas coisas com minhas primas. Vendo todos animados pela data, esperando o careca chegar para começarmos a comer. Até que ia perceber que ele ia atrasar muito e que todos estávamos com fome, e íamos começar a comer antes dele chegar mesmo. Depois de encher com a melhor ceia do mundo, viria a “competição” pelo pavê… Quem conseguiria comer mais? Sempre ficava entre eu e o careca. As meninas atacavam o sorvete junto com o vô, e quando estivéssemos todos de verdade, eu e minhas primas iriamos ajudar o papai noel a se vestir.
Iriamos rir e ter dó ao mesmo tempo do nosso tio, pelo calor que ele passaria. Mas tudo ia valer a pena, porque ele é o melhor papai noel de todos. Entregaria os presentes com ajuda da pequena “ajudante do papai noel”, agradeceríamos suas origens, e depois de algum tempo curtindo os presentes iriam todos dormir.
Pode parecer estúpido para muita gente essa “tradição” que temos em casa. Querendo ou não, todo Natal é a mesma coisa. As mesmas comidas, as mesmas pessoas, o mesmo lugar. Mas isso faz com que seja único, sempre do mesmo jeitinho. Coisas mudam com o tempo, é inevitável. Uma das companhias mais importantes, continua presente, mas não conscientemente. É uma tristeza a todos, aos filhos, marido, a mim, como neta. Mas é a vida, temos que aceitar suas armadilhas. Mas mesmo com esses problemas, Natal é Natal, e mesmo não sendo uma super festa, é a minha favorita, e dói não estar com quem gostaria de estar, onde eu deveria estar.